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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Como roubar e chamar-lhe «contenção»


Quantos anos me roubaram e onde usaram o meu dinheiro?
De acordo com o velhinho 139/99, estaria agora a passar para o antigo 9.º escalão, índice 299, vencimento bruto de 2718,99.
De acordo com a primeira versão sinistra estaria no 5.º, índice 235, vencimento bruto de 2137, desde 2007.
De acordo com o 270/2009, desde 2006 e na eventualidade de ter concorrido a titular já no 6.º escalão no índice 245.
A verdade é que este meu especialíssimo escalão durou 6 longos anos e mais uns meses e, em vez de ir para o índice 299 como há uns anos esperava, vou para o 235.
Quantos magalhães paguei eu?
Que percentagem do que não recebi foi para o BPP?
Já pensaram quanto vou dar para o TGV?
Qual a minha contribuição directa para o fabuloso Plano Tecnológico da Educação?
Que escola está a ter as obras financiadas por mim?
Eu gosto de dar, e contribuir para o meu país também, mas também gosto de saber onde gasto o dinheiro...
Em plena época de Natal, lembrei-me que gostava de saber a minha exacta contribuição para o bem de todos em detrimento dos meus mais próximos.
Como sabe do que fala Santana Castilho! A lucidez é já tão rara...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Será para um cunhado, sobrinho, primo...?

A NÃO PERDER a leitura de mais este 'projecto' (ajuste directo, claro): http://fliscorno.blogspot.com/2009/05/porque-falham-os-projectos-de-software.html

Mais surpreendente do que o valor do projecto de desenvolvimento são os 15 milhões de euros para gastar durante quatro anos em manutenção operacional do projecto. São mais de 10 mil euros por dia durante quatro anos (365 dias por ano). Que produção tão astronómica vai ser então produzida diariamente? Não se sabe.

sábado, 9 de maio de 2009

Ofertas

Transcrevo apenas o ponto 3 deste post do «Pedro na Escola»


3. O dinheiro oferecido sem nada em troca
Quando tivemos a Avaliação Externa na nossa escola, vi-me, pela primeira vez, confrontado com o conceito de custo por aluno. Neste caso, uns 6000 euros anuais por cada um. Ou seja, o Estado, cujo fundo de maneio vem da remuneração de todos nós, oferece 6000 euros, por aluno, às famílias que têm os filhos a estudar na nossa escola. Oferece, mas não pede nada em troca. Não pede esforço, nem dedicação, nem sucesso, nem sequer comportamentos adequados. A maior parte dos pais não paga 6000 euros de IRS ao Estado, nem nada que se pareça. Pelo que se trata, efectivamente, de uma oferta. Um exemplo. Um aluno entra para o 7º ano e o Estado paga-lhe 6000 euros para andar gratuitamente na escola. O aluno, que descobriu que os pais não se importam muito com o seu sucesso escolar ou que não mostraram autoridade suficiente para o obrigar a ter aproveitamento, chega ao fim do ano lectivo e fica retido. O Estado, generoso quanto baste, chega-se à frente com outros 6000 euros para o ano lectivo seguinte. A estória repete-se, com nova e lamentável retenção. Os pais, entretanto, já descobriram que o filho ficou retido, pela segunda vez, por vingança e/ou perseguição dos professores, claro. Pelo terceiro ano consecutivo, o Estado entra com outros 6000 euros. A escola tenta dar a volta à situação, com uma transição por baixo da mesa, perante o ar de gozo e de desplante do aluno (e dos pais, já agora). Com jeito, talvez integre uma turma de PCA, ou um CEF, ou outra alternativa qualquer que, pela dimensão das turmas, sugere um custo por aluno muito superior aos dos alunos aplicados e cumpridores. Nunca o Estado encosta o aluno e os respectivos pais à parede e lhes pede contas pelo esbanjamento dos 6000 euros. Nunca! Mas era bom que se fizessem contas à vida e se contabilizasse o dinheiro que foi literalmente atirado ao lixo pelas famílias que não obrigaram os seus filhos a estudar e a ter aproveitamento. Como se isso não bastasse, quantos destes desperdícios não estiveram (e estão, e vão continuar a estar) associados directamente ao prejuízo dos alunos que querem aprender (ou cujos pais os obrigam a aprender)? Contas, precisam-se. Felizmente, este Estado descobriu o remédio para que nunca mais seja necessário fazer este tipo de contas e muito menos encontrar soluções: a milagrosa abolição das retenções. Mais um passe de mágica.
A não perder a leitura de todo o texto aqui.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Parabéns à GALP

No ano passado, para ir ver os meus pais (o que faço uma vez por mês), cheguei a gastar (um depósito de gasolina) 74€. Para ir trabalhar, encho o depósito de 10 em 10 dias. Enquanto isso, ouvia nas notícias a queda do preço do petróleo. Parabéns a mim também pelo meu contributo.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Despesas/Poupanças


Despesa da Educação equivale a 3,7% do PIB
A despesa do Ministério da Educação contemplada na proposta de OE para 2007 é de 5,8 milhões de euros.

A despesa do Ministério da Educação contemplada na proposta de OE para 2007 é de 5,8 milhões de euros.
De acordo com o Governo este valor representa um corte de 4,2% face a 2206, correspondendo a 3,7% do PIB e a 10,7% das despesas da Administração Central.
Esta variação, de acordo como documento "resulta do efeito conjugado de um decréscimo nas despesas de funcionamento cobertas com receitas gerais com incidência relevante no ensino básico e secundário e nos investimentos do plano e de um acréscimo nas despesas com a educação pré-escolar. O decréscimo foi possível sobretudo pela introdução de medidas na organização e gestão dos recursos educativos".
Que rica gestão: sobrecarregar quem cá está e deixar no desemprego quem cá esteve anos e anos; congelar ad eternum a progressão de todos. É fácil, barato e dá milhões.
Amanhã e quarta vou dar mais uns trocos ao Ministério, para os ajudar a não enterrar definitivamente o sistema público de educação.

quarta-feira, 17 de maio de 2006