domingo, 21 de junho de 2009

Critérios de avaliação no exame de Português de 12.º

Pausa na correcção, apenas para uma reflexãozita...
Desde as duas da tarde (são agora duas da manhã) que estou 'agarrada' aos exames.
Duas incongruências:

  1. No Grupo III, um aluno que não chegue às 200 palavras requeridas tem uma penalização de 5 pontos. O mínimo a dar, desde que aborde, mesmo lateralmente, o tema, é 6 em 30 pontos. À parte da correcção linguística estão atribuídos 20 pontos de onde se vão descontando os erros que, consoante o tipo, descontam entre 1 ponto ou 2. Acontece que um aluno que escreva 100 palavras, por exemplo, e por sorte não dê nenhum erro, tem 6 pontos pelo conteúdo e 20 pela forma. Mais um ponto do que a metade do valor da questão - 50 pontos. Desconta-se-lhe os 5 pontitos e voilá! 21 pontos sem dizer quase nada. É obra!
  2. Na questão 8 do Grupo II, a quem responda acertadamente a 40% atribui-se 60% da cotação. A quem responda bem a 80% atribui-se-lhe 100%. Ok. (Até dá jeito porque a minha pequena enganou-se numa, mas é como se tivesse tudo certo. ) É apenas para simplificar a tarefa do professor, para quem cotar com 3 pontos cada uma das 5 alíneas e, depois, ainda ter de somar isto tudo é manifestamente difícil. Pois é. Não sei se conseguiria... Página C/11 dos critérios.

SIMPLEX.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Suavidade

Pausa relaxante, ao ritmo dos segundos, antes de receber exames...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Mesmo da OCDE... A sério!

Conclusões em português:



http://www.oecd.org/dataoecd/18/39/43021685.pdf



Excerto:


Foi demonstrado que o ambiente da sala de aula não só afecta os resultados e a realização dos alunos, como é também uma questão de política proeminente nalguns países e regiões. As acções dos alunos na sala de aula e a criação de um ambiente de aprendizagem seguro e produtivo são importantes para muitas escolas e podem constituir uma dimensão difícil do trabalho dos professores. Por exemplo, o TALIS descobriu que, na maioria dos países, um em cada quatro professores perde pelo menos 30% do tempo de aula com estes dois factores e alguns professores perdem mais de metade (Figura 4.102). Para além disto, nos vários países, 60% dos professores encontram-se em escolas cujos directores/presidentes comunicam que os distúrbios na sala de aula prejudicam a aprendizagem (Tabela 2.8a). Em todos os países, isto constitui um problema numa proporção de escolas relativamente elevada e coloca um desafio significativo para uma aprendizagem eficaz.





Tabelas e figuras


Profundamente constrangedor

na DREN

Milhões ao desbarato

http://educacaosa.blogspot.com/2009/06/nacionalizacao-do-bpn-dava-para.html

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ainda bem!

Ainda bem que não há inflexão e que a franca e espontânea estupidez destes senhores trabalhadores no M.E. continua.
A última coisa que quereria ver era uma qualquer marcha-atrás que poderia levar muitos a reconsiderar o seu 'votozinho'.
É tal o disparate, que me parece haver aí estratégia para afrontar os sindicatos. Não é possível que seja só estupidez. A máquina de propaganda do ps enlouqueceu. Ou eu é que não chego 'lá'...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mudanças de cor


Sondagens

A sondagem mais certeira. A da TVI. É verdade.


SIC

RTP


A piada maior foi a da SIC... a contínua apresentação da suposta sondagem sobre as legislativas. Anedótico e triste.
E o que pensar das últimas sondagens?

análise do blogue do Paulo Guinote apoiada nos dados do 'Margens de erro' que apresenta o 'rescaldo'.

No 'Portugal Profundo', uma análise destes 'erros'.

Acredito que sim

http://olhardomiguel.wordpress.com/2009/06/07/derrota-tcnica/

domingo, 7 de junho de 2009

He he he

http://causa-nossa.blogspot.com/2009/05/diario-de-candidatura_31.html

E cá estão os 'votozinhos'


A TVI parece ter a sondagem correcta


Aleluia!

Aleluia!
Com os 'votozinhos' dos profes, fez-se luz...

Voto útil

Estou convencida de que o meu partido (o dos abstencionistas) vai descer. Há cerca de 20 anos que não votava. A minha mãe, com 83 anos, do ps desde sempre e que também não tem votado, foi votar - não votou ps.

A minha filha mais velha votou pela primeira vez. Não votou ps.

O meu ex-marido que nas últimas eleições votou ps, não o fez agora.

Uma amiga chegada votou útil num partido em que normalmente não votaria - não votou ps.


Logo no início desta legislatura, Pinto de Sousa disse que nós, povo português, nos manifestávamos pouco. Na altura, escrevi um email que lhe enviei, dizendo-lhe que nos manifestaríamos nas urnas. Recebi uma daquelas respostas automáticas.


Espero que logo ele possa perceber a minha manifestação.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Os líricos da educação

Ana Maria Bettencourt diz: Um aluno que chumba várias vezes é porque não foi apoiado e vai acabar por desistir, o que é mau para ele e para o país. O que defendo é que os professores compreendam as dificuldades, insistam e trabalhem muito. Isto é muito importante, para poder resolver, porque senão os professores dão sempre mais do mesmo. Um dos aspectos que me impressionaram na escola finlandesa foi os alunos trabalharem imenso. Existem alunos com dificuldades, são apoiados e vão fazer a sua escolaridade. Eu defendo isto e não que os alunos passem sem saber. O que proponho não é facilitismo, mas mais trabalho para os professores e para os alunos.
De que adianta o professor 'insistir e trabalhar muito' se o aluno (que não é finlandês nem tem pais finlandeses) não 'trabalhar imenso'? Se o aluno a acrescer às horas curriculares perde horas em áreas curriculares não disciplinares que de nada servem a não ser para encher chouriços? Se os professores para além do trabalho com os SEUS alunos (a única coisa importante) tem de se perder a inventar actividades extra-curriculares, a elaborar 'Planos de Recuperação' no papel a que nem pais nem alunos ligam nenhuma, a passar horas na escola à espera que um colega falte para entrar numa substituição, a.... e a....
A sério. Não me chateiem com tretas. Tou farta de conversa da treta.

Os 'Vs' do ps: lemos e moreira

Há claramente um problema com a assiduidade neste novo ps de adesivos que tanto vêm do PCP como do CDS.
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=137484

quinta-feira, 4 de junho de 2009

sábado, 30 de maio de 2009

Adeus

No Sinistra Ministra um texto do Rui Correia

Tenho percebido um pouco por todo o lado que os professores andam soturnos porque sussurram que a manifestação de dia 30 não vai ter por lá cento e tal mil pessoas; e que era muito importante que lá estivessem cento e tal mil pessoas porque aquilo que os juntou uma, duas vezes, é o mesmo que agora ainda todos pensam. Dizem que já muitos entregaram objectivos, elegeram cgts, recrutaram directores e agora têm vergonha de gritar num lado uma coisa que na prática não cumpriram noutro e que, por essas e por outras, ficou a unidade amputada, a classe dividida, e não vai ser possível juntar outra vez cento e tal mil pessoas.
Desculpem-me os activistas e os amedrontados pela sua própria consciência mas acho este raciocínio completamente pacóvio.
Antes de mais nada, sempre que ouço falar deste embaraço antecipado que sentem por esta manifestação não ir reunir tanta gente como deveria, creio que alguém se está a esquecer do que realmente significa juntar em Portugal cem mil pessoas de uma mesma classe profissional. Parecemos um daqueles soldados napoleónicos que, depois de ter encontrado a pedra de Rosetta, anos depois do achado ainda não tinha a noção do que fizera por uma civilização inteira. Aqui, como se percebe, deixo que entre em cena a minha costela de historiador. Creio ser indispensável recordar que nunca mais nada do género se fará em Portugal tão cedo e que os professores fizeram história, quer isso se reconheça, quer não. E que isso, ninguém nos tira.
Ou seja, essa vitória, que ninguém esperaria lograr, foi conseguida. E dessa vitória resultaram importantes conquistas. A senhora ministra, em pleno Parlamento, mostrou-se disponível para deixar cair o seu próprio modelo, “mas não este ano”. A senhora ministra recuou nas mais aberrantes propostas que o modelo de avaliação inicialmente exigia que fossem cumpridas. E foi obrigada a fazê-lo por duas vezes. E isto não aconteceu por causa de outra coisa que não fosse a nossa justa campanha.
Em todos os partidos da oposição, em todas as crónicas dos opinion-makers, é voz corrente que esta equipa ministerial é duma incompetência arrogante e desorganizada que não tem paralelo. Esta convicção unânime não nasceu do nada; estes incapazes ficarão para a história por causa da maior incúria legislativa e desorientação educativa desde que há democracia em Portugal. De nada poderão orgulhar-se. Já viram? Nada. Nem uma coisinha pequenina. Por seu turno, os professores já pertencem à melhor história recente deste país, como aqueles que produziram a maior manifestação profissional de sempre. E isto, meus amigos, digo-o com a serenidade de quem passou grande parte da sua vida a pensar como devem as coisas ficar escritas em livros de História.
A honorabilidade dos professores, da sua união, foi tão impressionante e tão eloquente que nada, por muito irrisória que fosse a manifestação de dia 30, nada pode minimizar o que mais importa: os professores ficam na história pelas melhores razões e este governo perde a sua desejada maioria por causa dos professores. Repito-o, isto só acontece por causa do que já fizemos. A culpa é toda nossa. Dizer-se que estamos soturnos com os nossos insucessos é, por isso mesmo, historicamente, uma miopia grosseira.
Se até aqui nos erguemos contra um modelo de gestão e de avaliação estúpidos, agora juntamo-nos para lembrar a todo o país, aos nossos alunos, que sempre que nos unamos com aquela dignidade cívica que demonstrámos antes, o veredicto da história ser-nos-á devidamente lisonjeador.
Diverte-me muitíssimo que nos reunamos para dizer adeus a este ministério. Porque é o que irá acontecer. Aqui há uns tempos sugeri um modelo de manifestação mais festivo, com canções e alegria. Era por isto. Por saber que há hoje, mais do que antes havia, muitas razões para esse júbilo.
Voltarmos a Lisboa exige, portanto, uma outra atitude: é uma celebração antecipada. Por mim, vou a Lisboa deitar foguetes antes da festa. E irei levando comigo essa minha saloia satisfação, porque sei que esta, ao contrário de todas as outras, representa o selo histórico que há muito todos os professores desejam carimbar: o adeus a esta equipa ministerial.Cada campanha tem sempre muitos desfechos. A história está cheia disso. Nunca ninguém ganha tudo. Acho que há quem julgue que devia ser assim com os professores. Isso é parvo. Ganhamos umas. Perdemos outras. É por isso que a campanha continua. Mas uma delas, uma das mais ambicionadas, é nossa e diz-se assim:“Adeus”
No próximo dia 30 erguemo-nos de novo para dizermos a todos os portugueses e à história que os professores podem parecer David, mas Golias vai cair. Vejam bem, até a Bíblia foi escrita só para falar de coisas destas. Por isso vos digo: com OIs entregues ou não, com directores ou com caps (e, aqui em Sto Onofre, não podemos gastar os confettis todos porque um dia destes comemoraremos também o CAPs LOCK), com fichas de avaliação ou não, só se fossemos uns bimbos é que não nos juntávamos para celebrar a coisa devidamente.

Coerência

Disto há cada vez menos...
http://tempodeteia.blogspot.com/2009/05/das-razoes-e-da-consciencia-tranquila.html