terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sobre as Metas Curriculares

Enviei, porque não me contive, pois a minha intenção é manter-me como este blog tem estado: quietinha.
Numa leitura de superfície das metas de 12.º (onde me debrucei por ter muito traquejo com o programa atual), verifica-se, de imediato, que não se teve em conta algo muito básico, como sejam alguns cálculos para se aferir o que se prevê, a menos que me tenha falhado algum pormenor. Lê-se, na página 57 e 58:
1. Produzir os seguintes géneros de texto: exposição sobre um tema, apreciação crítica, diálogo argumentativo e debate.
3. Respeitar as seguintes extensões temporais: exposição sobre um tema – 4 a 6 minutos; apreciação crítica – 2 a 4 minutos; diálogo argumentativo – 8 a 12 minutos.
4. Participar ativamente num debate (duração média de 30 a 40 minutos), sujeito a tema e de acordo com as orientações do professor.
Na página 60, acrescenta-se na Educação Literária o seguinte: Fazer apresentações orais (5 a 7 minutos) sobre obras, partes de obras ou tópicos do programa.
Fazendo uma multiplicação pelo n.º de alunos (suponhamos que são 25 e não os 30 que a lei prevê) e dividindo esse tempo em minutos por 45 minutos temos que…


Tempo mínimo em minutos
(contando que nenhum aluno exceda este tempo)
Tempo total
(multiplicação por 25 alunos)
N.º de tempos
Exposição sobre um tema
4
100
2,22...
Apreciação crítica
2
50
1,1
Diálogo argumentativo
4 (implica 2 elementos)
100
2,22...
Apresentação oral sobre obras
5
125
2,8
Debate
1 minuto para cada aluno
30
0,66...
… se gastam 9 tempos.
Na página 38, no entanto, só se preveem 8 tempos para a expressão oral. De realçar que, para estes cálculos, apenas foram utilizados os tempos mínimos e só 25 alunos.
Como a avaliação desta componente conta com um peso significativo de 25% na avaliação dos alunos e como gosto de cumprir todas as orientações que a tutela me transmite, sendo simultaneamente o mais objetiva que me é possível na avaliação dos meus alunos, gostaria muito que o que se prevê seja, no mínimo, realizável.

Acrescento que concordo com a visão diacrónica e com a enunciação clara dos textos a ser trabalhados.
Agora, não brinquemos: como se pode dar aquilo tudo (a sério) com 4 tempos por semana no 10.º e 5 no 12.º? É que nem numa turma de cérebros seria possível fazê-lo.

quinta-feira, 24 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

YUPI!!!!!!!!!

Demissão à vista!

Não tenho champanhe. Não faz mal. Já dancei e tudo.
Afinal, a felicidade é fácil.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Tadinho do blogue!

Vim aqui hoje, porque alguém comentou que eu «até» tinha um blogue... «Tinha». É verdade. Este imperfeito é perfeito para o caracterizar.
Reli as últimas postas (que mal que soa! se ainda fossem de bacalhau assado com alho e azeite!...), apenas para parar a 12 de Novembro de 2009 - um voto de confiança.
Valha-me Ele! Não! Deixá-lo lá estar, que tem coisas mais importantes com que lidar. Eu própria tenho de lidar comigo, com a ingenuidade que não pensava que me caracterizaria. Desde o discurso de incentivo aos alunos (para os meus não foi com certeza, que não são atrasados mentais nem idiotas) até aos sistemáticos sorrisos, mais próximos da nevralgia facial do que da simpatia, a sua existência foi uma permanente inexistência.
Mea culpa.
Mas, tenho de ser honesta: nem tudo foi mau. Pelo menos, ao lado dos Gato Fedorento, faz um excelente exemplo do não cumprimento da máxima de quantidade, do princípio regulador da interacção discursiva de cooperação. Ele, porque diz de menos. Ela, porque diz, rediz e, para os mais incapacitados, volta a dizer. Os meus alunos perceberam logo.

Ele

e Ela


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Saramago

Li pela primeira vez Saramago, por me ver a isso obrigada e, na altura, contrariada: ia ter que o conhecer no ano seguinte - «Memorial do Convento» passaria a ser o livro a dar no novo programa de 12.º. Sucedia a «Aparição». Não podia mais dar a conhecer o existencialismo, falar da ligação à terra e aos filhos de Tomás, da estranheza de Alberto, da loucura de Sofia...Li-o a intervalos regulares, uma hora de semana a semana, enquanto a minha mais nova fazia a sua aula de dança e eu ficava no carro à espera nos fins de tarde amenos de Primavera. Após a estranheza das primeiras páginas, literalmente, devorei-o. Passei a fazê-lo acompanhar-se de um lápis para sublinhar as partes que mais me agradavam, tomar notas das ideias do homem universal, ligado aos outros por uma imensa ternura, a quem ridicularizava nos defeitos, arrogâncias e prepotências e a quem docemente acarinhava na pureza dos sentimentos, das acções, da postura. Enquanto o lia, dava por mim a sorrir, aqui e ali uma pequena gargalhada naquelas passagens mais finamente sarcásticas. Ele é, como o diz numa entrevista a Judite de Sousa, um homem religioso. Não no sentido tradicional, claro está, mas no do sentido de re-ligação aos outros, à terra, ao mundo. Como Siddhartha, de Hermann Hesse, ou o António de «Aparição» a quem Deus não apoquenta pela sua não existência, a paz reside nos outros, na terra – na comunhão que nos une a todos. Curiosamente, deu há pouco na rtp2 um programa da National Geographic – Human Family Tree – todos descendentes do mesmo ascendente genético, todos irmãos como nos diz a Igreja, todos ligados como nos diz Saramago. Concordo. A paz esteja com ele e connosco.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O socialismo?

Recebi por mail (português do Brasil):

Uma Experiência Socialista...

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma turma inteira. Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo.' O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experiência socialista nesta turma. Ao invés de dinheiro, usaremos as suas notas nas provas." Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas. ' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.
No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela foi baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", disse ele, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar a alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a. "
Adrian Rogers, 1931

sábado, 13 de março de 2010

Revoltante!

Hoje dispus-me a escrever sobre o caso do professor «instável» que se suicidou por não «aguentar» os alunos de uma turma. Mas já nem o faço. É estúpido demais que se tenha de aguentar qualquer tipo de violência, sem que ninguém faça nada, sem que ninguém sofra pelo mal que faz. Não é assim que se «cresce». A menos que queiramos todos gente «feia» à nossa volta.
Deixo apenas os comentários do Paulo Guinote:
e a notícia do Público:

quarta-feira, 10 de março de 2010

Curioso...

Constato desde há algumas semanas, que o site do jornal Público não aparece nas pesquisas feitas, quando se está nas Notícias do Google.
Interessante!

Curioso...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Podridão

Há muito tempo que sinto isto descrito aqui pelo Paulo Guinote.

Parte do meu desinteresse actual nasceu desta sensação de nojo por uma sociedade acomodada com a mentira, com a falta de valores, com a usurpação do que é público para fins privados e que está intimamente ligada à grande ignorância cultural que permite que «esta gente» consiga ainda enganar uma grande fatia dos cidadãos.
É triste. Muito triste.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Já não são do meu tempo

Mas que bem retratam a actualidade!





sábado, 13 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cá estamos

Cá estamos neste jardim à beira-mar plantado, onde as flores vão murchando.
http://educar.wordpress.com/2010/02/01/o-problema-mario-crespo/

Onde saiu e não saiu a notícia - verdadeiro blackout:
http://fliscorno.blogspot.com/2010/02/mario-crespo-onde-saiunao-saiu-noticia.html

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Muita neve...

video

Com a escola fechada até me pude dedicar a fazer videos das filmagens que vou fazendo.

Já em atraso desde Agosto...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Magnífico

E não pára de nevar...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Abandono escolar -> desinteresse familiar

«[...]dados recentes mostram que, nos EUA, Canadá, Grã-Bretanha e Suíça, os filhos dos emigrantes portugueses estão também entre os que obtêm resultados escolares mais baixos entre as comunidades estrangeiras. Para Hermano Sanches Ruivo, responsável pela primeira associação de luso-descendentes criada na Europa, a Cap Magellan, a reprodução desta situação deve-se em grande parte ao facto de muitas famílias continuarem a não valorizar o papel da educação. “Para muitos, educação é os filhos fazerem o que eles fizeram”, comenta ao PÚBLICO. “Não têm tempo para acompanhar os filhos, não gastam dinheiros em aulas suplementares para compensar atrasos. Os jovens, por seu lado, têm como preocupação começarem a trabalhar o mais rapidamente possível.”
Também o organismo que coordena os serviços escolares na Suíça (CDIP) apontou, em 2007, o dedo às famílias. Os fracos resultados escolares das crianças portuguesas devem-se “ao desinteresse total dos pais em acompanhar” a educação dos filhos e à “origem sócio-cultural modesta” destes, afirmava-se num documento que suscitou a indignação dos representantes portugueses naquele país.[...]»
Alguém duvida deste determinismo? Quando a família não quer saber, que aluno quer? A excepção faz a regra...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Como roubar e chamar-lhe «contenção»


Quantos anos me roubaram e onde usaram o meu dinheiro?
De acordo com o velhinho 139/99, estaria agora a passar para o antigo 9.º escalão, índice 299, vencimento bruto de 2718,99.
De acordo com a primeira versão sinistra estaria no 5.º, índice 235, vencimento bruto de 2137, desde 2007.
De acordo com o 270/2009, desde 2006 e na eventualidade de ter concorrido a titular já no 6.º escalão no índice 245.
A verdade é que este meu especialíssimo escalão durou 6 longos anos e mais uns meses e, em vez de ir para o índice 299 como há uns anos esperava, vou para o 235.
Quantos magalhães paguei eu?
Que percentagem do que não recebi foi para o BPP?
Já pensaram quanto vou dar para o TGV?
Qual a minha contribuição directa para o fabuloso Plano Tecnológico da Educação?
Que escola está a ter as obras financiadas por mim?
Eu gosto de dar, e contribuir para o meu país também, mas também gosto de saber onde gasto o dinheiro...
Em plena época de Natal, lembrei-me que gostava de saber a minha exacta contribuição para o bem de todos em detrimento dos meus mais próximos.
Como sabe do que fala Santana Castilho! A lucidez é já tão rara...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Belo paralelo...

Uma questão de honra
de Mário Crespo no JN

Mark Felt foi um daqueles príncipes que o sólido ensino superior norte-americano produz com saudável regularidade. Tinha uma licenciatura em Direito de Georgetown e chegou a ser uma alta patente da marinha dos Estados Unidos. Com este formidável equipamento académico desempenhou missões complexas no Pentágono e na CIA.
Durante a guerra do Vietname serviu no Conselho Nacional de Segurança de Henry Kissinger. Acabou como Director Adjunto do equivalente americano à nossa Polícia Judiciária. Durante vários anos foi Director Geral interino do FBI. Foi nesse período que Mark Felt se tornou no Garganta Funda. Muito se tem escrito sobre as motivações de um alto funcionário do aparelho judiciário americano na quebra do segredo de justiça no Watergate. Todo o curriculum de Felt impunha-lhe, instintivamente, a orientação clássica de manter reserva total sobre assuntos do Estado. Hoje é consensual que Mark Felt só pode ter denunciado a traição presidencial de Nixon por uma razão. Para ele, militar e jurista, acabar com o saque da democracia americana era uma questão de honra. Pôr fim a uma presidência corrupta e totalitária era um imperativo constitucional. Felt começou a orientar em segredo os repórteres do Washington Post quando constatou que todo o aparelho de estado americano tinha sido capturado na teia tecida pela Casa Branca de Nixon e que, com as provas a serem destruídas, os assaltos ao multipartidarismo ficariam impunes. A única saída era delegar poder na opinião pública para forçar os vários ramos executivos a cumprir as suas obrigações constitucionais. Estamos a viver em Portugal momentos equiparáveis. Em tudo. Se os mecanismos judiciais ficarem entregues a si próprios, entre pulsões absurdamente garantisticas, infinitas possibilidades dilatórias que se acomodam nos seus meandros e as patéticas lutas de galos, os elementos de prova desaparecem ou são esquecidos. Os delitos ficam impunes e uma classe de prevaricadores calculistas perpetua-se no poder. Face a isto, há quem no sistema judicial esteja consciente destas falhas do Estado e, por uma questão de honra e dever, esteja a fazer chegar à opinião pública elementos concretos e sólidos sobre aquilo que, até aqui, só se sussurrava em surdinas cúmplices. E assim sabe-se o que dizem as escutas e o que dizem as gravações feitas com câmaras ocultas que registam pedidos de subornos colossais. Ficámos a conhecer as estratégias para amordaçar liberdades de informação com dinheiro do Estado. E sabemos tudo isto porque, felizmente, há gente de honra que o dá a conhecer. Por isso, eu confio no Procurador que mandou investigar as conversas de Vara com quem quer que fosse. Fê-lo porque achou que nelas haveria matéria de importância nacional. E há. Confio no Juiz que autorizou as escutas quando detectou indícios de que entre os contactos de Vara havia faces até aqui ocultas com comportamentos intoleráveis. E, infelizmente o digo, confio, sobretudo, em quem com toda a dignidade democrática e grande risco pessoal, tem tomado a difícil decisão de trazer ao conhecimento público indícios de infâmias que, de outro modo, ficariam impunes. A luta que empreenderam, pela rectificação de um sistema que a corrupção e o medo incapacitaram, é muito perigosa. Desejo-lhes boa sorte. Nesta fase, travam a batalha fundamental para a sobrevivência da democracia em Portugal. Têm que continuar a lutar. Até que a oposição cumpra o seu dever e faça cair este governo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

1.ª entrevista

Gostei muito do discurso...
Espero que tenha poder para fazer.


Metas por ano! Até que enfim ouvi aquilo que repito há anos....
Os alunos têm de perceber o que é a autoridade do adulto...
Horários...
...
Haja Deus!