domingo, 29 de janeiro de 2006

Nova terminologia MXVI

Mais uma descoberta caricata, nestes sábados de estudo e preparação da nova terminologia:

Nos exemplos de exercícios apresentados pelo Ministério, surge a questão:
O antecedente do pronome relativo «cuja» (l. 12) é «primeiro centro cultural radicado na província».
Mas....
...na nova terminologia, 'cujo (a,s)' deixou de ser pronome relativo e passou a ser quantificador.

Será que quem prepara os exames está ainda tão mal preparado quanto eu?

E prova modelo? Será que surge ainda este ano?

17 comentários:

soledade disse...

Não haverá prova modelo para evitar que os profs orientem excessivamente os alunos para a dita dita, ignorando a totalidade do programa no seu esplendor. Esta a justificação que ouvi, já não sei se numa das acções que fiz, se oriunda da preclara APP. Por isso não esperemos a prova modelo. Neste exame vale tudo. Olha lá, badanas, conteúdos para a internet e quejandos não são do 10 e do 11? Não era suposto este ano, dada a forma caótica como tudo decorreu, os conteúdos serem exclusivos do 12? Ou é do sono e do adiantado da hora e sou eu que já baralho previsíveis e potenciais?
A tlebs tem mts incongruências: os quantificadores são, mas não são uma classe. O exemplo mais flagrante: os numerais aparecem como uma classe e como membros da classe dos quantificadores. Nem sequer é uma questão de semântica. é... um paradoxo! Estou tão farta disto!
Ah, pronto! De que adianta choramingar?
Até amanhã

soledade disse...

Bom, desdigo-me: os numerais aparecem como subclasse dos quantificadores, não há portanto paradoxo. Mas não haverá mesmo prova modelo.

emn disse...

e quantas vezes já me desdisse? Hoje numa gramática encontrei o cujo nos determinantes demonstrativos... Também não está mal... Que te parece? Pim, pam, pum... cada bola mata um.

O que é precico é paciência... Muita... de Job.

Anônimo disse...

Mas é evidente que é o exercício que está errado. Cujo (a,s) nunca podia ser um pronome relativo e sempre houve dificuldades em classificá-lo como tal, porque não retoma um grupo nominal completo, como os outros pronomes.

soledade disse...
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soledade disse...

«A Ana, cuja saia é azul, tem dores de cabeça.»
Quantifica? Nem sequer restringe.

Já em:
«Os rapazes cujo nome começa por P serão os últimos a entrar.

Ou será que tudo se resume, como dizia alguém, a putativas vírgulas?

Anônimo disse...

Não quantifica, de facto. O termo ideal, a meu ver, seria "determinante relativo", porque é isso que ele é.

emn disse...

ou determinante possessivo relativo?

Anônimo disse...

Possessivo não, porque ele não expressa valor de posse.

Anônimo disse...

Possessivo não, porque ele não expressa valor de posse.

Anônimo disse...

Já agora, descobri um novo: tlebs.blogspot.com

Anônimo disse...

se 'cuja saia' substitui «da Ana»
e
'cujo nome' substitui «dos rapazes»...

temos que 'substitui', portanto é pronome...

e é simultaneamente relativo (a saia e rapazes) e possessivo (da ana e dos rapazes)

emn disse...

quantificador é que não é... porque não quantifica....

exprime a posse...(possessivo)

por 'substituição'(pronome relativo) da expressão «de + o grupo nominal»

Anônimo disse...

Não pode ser pronome, porque os pronomes surgem sempre em vez do grupo nominal. Este determina o nome, daí ser determinante.
Não pode ser possessivo, porque nem sempre expressa posse:

A Maria, cuja fotografia eu vi, está ali.

emn disse...

eu vi a fotografia DA MARIA(CUJA) - (oração/frase intercalada... adjectiva relativa explicativa

A Maria está ali - subordinante


Não substitui, aqui também, de+grupo nominal, ou seja, uma expressão que no Latim se chama 'determinativo'... que transmite a ideia de pertença?

Anônimo disse...

É que pode não ser pertença. Pode ser "autoria", "a fotografia que tiraram à Maria", etc.

emn disse...

essa interpretação não vem da leitura dessa frase. Só se fosse «A Maria, cuja fotografia, que lhe tiraram, eu vi, está ali.» (?)

De qualquer forma, se 'separarmos' as frases o 'cujo' substitui SEMPRE 'de+grupo nominal'.

O armário cujas prateleiras são mais estreitas é horrível.
(O armário é horrível.
As prateleiras DO ARMÁRIO são mais estreitas.)

A ternura cuja expressão máxima é o beijo é natural ao ser humano.
(A ternura é natural ao ser humano.
A expressão máxima DA TERNURA é o beijo.)
...
Este era um exercício que costumava fazer com os alunos: ou separar orações relativas ou unir frases com pronomes relativos. Nunca encontrei um caso em que tivesse dúvidas...