quarta-feira, 17 de maio de 2006

Negócios?

10 comentários:

emn disse...

2. Só da área da Morfologia aqui estão alguns exemplos, pois parece que ainda não teve oportunidade de analisar o cd e a sua linguagem técnica:


B2.1) Constituinte morfológico:
B2.1.1) Categoria morfológica:
Palavra:
Adjectivo;
Advérbio;
Nome;
Verbo;
Tema:
Classe temática adjectival;
Tema adverbial;
Tema nominal;
Tema verbal;
Radical:
Radical adjectival;
Radical adverbial;
Radical nominal;
Radical verbal;
Afixo;
Infixo;
Interfixo;
Prefixo:
Prefixo derivacional;
Prefixo modificador;
Sufixo:
Sufixo derivacional;
Sufixo modificador;
Sufixo de flexão;
Constituinte temático:
Índice temático;
Vogal temática;
Vogal de ligação;
B2.1.2) Subcategoria morfológica:
Tema adjectival;
Classe temática nominal;
Classes verbais:
Conjugação:
Primeira conjugação;
Segunda conjugação;
Terceira conjugação;
Flexão:
Verbo regular;
Verbo irregular;
Verbo pronominal;
Verbo reflexo:
Forma forte;
Forma fraca;
Defectividade:
Verbo defectivo;
Verbo impessoal;
Verbo unipessoal;
Supletivismo;
Forma supletiva;
B2.2) Estrutura morfológica:
B2.2.1) Palavra simples;
B2.2.2) Palavra complexa:
Lexicalização:
Palavra lexicalizada;
Composicionalidade:
Palavra composicional;
B2.3) Processo morfológico:
B2.3.1) Afixação:
Prefixação;
Sufixação;
Parassíntese;
B2.3.2) Derivação:
Conversão;
Derivação regressiva;
B2.3.3) Composição;
B2.4) Formação de palavras;
B2.4.1) Flexão:
Flexão nominal:
Número;
Flexão verbal:
Composto morfológico subordinado;
Pessoa-número;
Amálgama de tempo-modo-aspecto e pessoa-número;
B2.4.2) Derivação:
Forma de base:
Base adjectival;
Base nominal;
Base verbal;
Sufixos:
Sufixo de adjectivalização;
Sufixo de nominalização;
Sufixo de verbalização;
Derivado:
Adjectivo relacional;
Adjectivo de possibilidade;
Nome agentivo;
Nome de acção;
Nome de qualidade;
Verbo causativo;
Verbo incoativo;
B2.4.3) Modificação:
Forma modificada:
Avaliativo;
Locativo;
Negação;
Repetição;
Reversão;
B2.4.4) Composição:
Composição morfológica:
Composto morfológico:
Composto morfológico coordenado;
Composição morfo-sintáctica;
Formas de base:
Composto morfo-sintáctico:
Composto morfo-sintáctico subordinado;
Composto morfo-sintáctico coordenado;
B2.5) Categoria morfo-sintáctica;

3. Não revoga programas? ? ?

4. Há tempo para tudo? Pois eu sinto IMENSA falta de tempo.... Quem me dera ter com eles mais horas de aula, para poder efectivamente tratar MINIMAMENTE o que vem no programa de 12º. E garanto-lhe que não sou má professora. De todos os colegas com que tenho falado que estão com 12ºs o problema que eu sinto, também eles o sentem: NÃO HÁ TEMPO.
6. Um trabalho científico? Já viu os erros que o cd contém? Qualquer trabalho científico deve primar pela apresentação e tratando-se este de um trabalho sobre a língua portuguesa é inqualificável que apresente erros ortográficos... (sem contar com outros, como referências a designações ou exemplos que não surgem em lado nenhum e contradições)

Perdoe-me, mas não está a olhar para as coisas imparcialmente... Porque eu não tinha nada contra a tlebs até a começar a conhecer e trabalhar...
Erros num cd deste tipo são imperdoáveis.... a forma apressada como foi implementada tb não se entende.... Daí surgirem as dúvidas... Porquê tanta e tão inusitada pressa?

emn disse...

2. já experimentei tudo e mais alguma coisa.... se reparar com atenção verá que no programa do secundário se refere aspectos específicos da semântica frásica, da semântica lexical, da pragmática... o resto refere que se consolidará tudo o que foi aprendido no 3º ciclo. O problema maior reside no facto de que o que foi aí aprendido divergir IMENSO do que agora vem na TLEBS. Veja aqui http://canseiras.blogspot.com/2005_10_01_canseiras_archive.html
mais especificamente aqui: http://clientes.netvisao.pt/mmiguel/indice.pdf

3. Remeto para o que disse no ponto 2. « O problema maior reside no facto de que o que foi aí aprendido divergir IMENSO do que agora vem na TLEBS». A sintaxe é inteiramente reformulada. A «formação de palavras» está cheia de termos técnicos que vêm complicar o que era simples.

4. Sempre ensinei gramática. SEMPRE. Porque sempre considerei que sendo ela a matemática da língua ajuda a entender os processos pelos quais as «infracções» na literatura a tornam sugestiva. Sem conhecer a norma, não se «estranha» a fuga a ela. Dos colegas com quem contacto, a gramática sempre fez parte dos conteúdos que leccionavam.
« estudando literatura, a gramática se aprende implicitamente»... e pergunto-lhe: será que só quem sabe gramática escreve bem? Não me parece. Quem lê muito, aprende implicitamente a escrever.

6. Veja exemplo:
nas Classes de Palavras define-se o conceito de locução adverbial como sendo um conjunto de duas ou mais palavras INVARIÁVEIS.
Depois, avançando para a semântica frásica, encontramos uma parafernália de subclasses das locuções adverbiais (que não está definida nas classes) e onde nos surgem como exemplo as seguintes 'locuções adverbiais':
quando a vi (só 'quando' é palavra invariável)
todas as semanas (nenhuma destas palavras é invariável)


Em que documentos estavam as novas designações da sintaxe?

Concordo em absoluto que os exames contemplem gramática. Mas não estamos a falar da MESMA gramática, mas da adopção de uma terminologia que tudo reformulou sem ponderar a aprendizagem prévia que os alunos tinham feito no 3º ciclo.

emn disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
emn disse...

isto não é novo?
http://clientes.netvisao.pt/mmiguel/sintax.pdf
Para onde foram os claros complementos circunstanciais? Os determinativos?
O atributo? O aposto? O predicativo do sujeito agora é o que quer que esteja a seguir aos copulativos, quer caracterize quer localize...
Pretende-se que a sintaxe não se misture com a semântica... mas qual a vantagem de extinguir os conceitos de «complemento circunstancial» tão bem entendido pelos alunos?

emn disse...

é melhor que analise as coisitas da sintaxe...
o aposto não é modificador restritivo... Veja lá se está a ensinar mal os seus alunos.

Como é que na frase «O João é de Lisboa» «de Lisboa» vai deixar de concordar com o sujeito?
O que é que esta frase tem a ver com «O João é loiro»...

Prefiro ensinar o que se entende do que o que é o «científico» do ponto de vista de análise linguística...

Mas estas discussões já as esgotei... Cansei-me de estudar a tlebs este ano... E já sei o essencial... se querem que o ensine assim, ensiná-lo-ei. Mandem que eu obedeço.

emn disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
emn disse...

Dizer «ele está em Lisboa» é igual a «ele mora em Lisboa» ou a «ele vive em Lisboa»...
então os verbos «morar» e «viver» são copulativos?

soledade disse...

Apesar de tudo, gostei mais do "truque" que ensinaram na acção da fac letras lisboa para justificar a classificação de locativos como predicativos do sujeito :-)) Mas não vim aqui discutir. De resto, a emn não precisa que lhe guardem o flanco em questões de tlebs. E depois esta discussão faz-me lembrar uma outra, noutro sítio, os mesmos epítetos, a mesma indignação ("vergonhoso", etc), a mesma postura maniqueista (literatura OU funcionamento da língua, como se o estudo de uma impedisse a outra, como se a 1ª fosse uma filha leprosa da 2ª). E também estou farta disto. Mas queria esclarecer uma coisa acerca do artigo, que não é *anónimo*: é da autoria de Maria Paula Lago e foi publicado no Diário de Notícias, em: http://jn.sapo.pt/2006/04/26/minho/os_negocios_se_fazendo_educacao.html
(emn, se quiseres inserir o link).

emn disse...

E como se explica coerentemente aos alunos que a função sintáctica de «em Lisboa» é num caso predicativo do sujeito e nos outros dois complemento preposicional. Porque para se entender é necessário que haja alguma lógica...
Ajude-me a encontrar a razão que hei-de dar aos alunos para isto...

Quem gosta de literatura não é, com a maior das certezas, limitado. Porque ela implica um elevado grau de destreza mental... Não diga disparates, apenas porque discorda das pessoas.

emn disse...

Não percebi... explique-me como se eu fosse muuuuito burra :)