domingo, 19 de novembro de 2006

35 horas

Ao ler isto da Teresa e isto do Miguel, lembrei-me disto que o ano passado me lembrei de fazer.

Este ano, fiz um quadro em excel, onde aponto as horas não lectivas que faço em casa. Se me limitasse a cumprir as 35, nem testes nem textos dos alunos corrigia. Onde vou cortar? Em algum lado terá de ser... Começo a ficar irritada comigo própria por querer fazer tudo bem.
Ainda terei de conseguir fazer como um casal amigo: chega ao fim das 9 disponíveis e pufff... acabou-se. Sou burra ou quê? Também já sei que não vou progredir muito mais, porque de cargos que de nada adiantam estou é farta. Já estive num executivo, no tempo em que nada se ganhava mais... a não ser juízo. E o que realmente me interessa é o que se faz no espaço da aula... o resto é fogo de vista e papelada para a qual não tenho apetência... 'Portantos', 'a modos que' tenho de me adaptar a esta nova profissão/posição. Melhores dias virão, com toda a certeza. Os regimes autoritários nunca duram, a realidade acaba sempre por provar a verdade.

2 comentários:

Amélia disse...

É isso: no seu lugar creio que haveria de arranjar coragem de SÒ fazer mesmo as 35 horas.O que ficasse por fazer, paciência...E acho que não cumpriria as directivas programáticas com que não concordasse...Trate dos alunos, sim, mas trate também
de si, dos filhos, passeie,(a sua zona é tão bonita),leia, ouça m+usica, durma bem...(sei que é demasiado fácil de dizer por parte de quem já está aposentada - parece ser defeito,para gente do CNE que, no ano passado, quando me convidaram para o Prós e Contras, pôs em questão o convite de uma professora aposentada...- levou que contar...)

3za disse...

emn... estou a preparar um texto bem mais incisivo e tentarei que seja publicado. MAs é tão extenso... que talvez acabe mesmo por ser publicado na teia... verei... temos de repegar esta questão do tempo ou vamos ser engolidos (a alternativa é fazer como a Amélia diz... mas é-me tão difícil com esta mania igual à tua de fazer as coisinhas todas bem feitinhas... um destes dias o marido apontou-me o dedo e disse: há vida para além da escola... ele tem razão. A Amélia tem razão)
beijinhos