sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
???
Tutela diz que experiência da TLEBS se mantém
Escolas escolhem modo como desenvolvem aplicação. Subscritor da petição contra a terminologia contesta
A generalização da Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário foi ou não suspensa? A pergunta é da Associação dos Professores de Português e do primeiro subscritor da petição contra a efectivação desta experiência pedagógica, José Nunes.
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quarta-feira, janeiro 10, 2007
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Temas: TLEBS
Ilegalidades
Bárbara Wong
Ordem dos Advogados diz que situação deveria ter sido resolvida antes de chegar aos tribunais
Aconteceu no dia 12 de Dezembro do ano passado. Uma aluna da Escola Secundária da Quinta das Flores, em Coimbra, fez o exame nacional de Química. Subiu assim para cinco o número de casos conhecidos de estudantes que recorreram aos tribunais e conseguiram ver ser-lhes reconhecido o direito de repetir a prova. O Ministério da Educação poderia ter evitado estes casos, diz a Ordem dos Advogados.
Aprofundar a desigualdade
Haverá injustiça social pelo facto de alguns alunos terem recorrido aos tribunais e outros não? Não, porque o que aconteceu é que quem não fez queixas foi porque se conformou com a situação, considera Luís Fábrica. Ou não o fez porque desconhecia os seus direitos, acrescenta Rogério Alves: "A Ordem dos Advogados tem militado por informar todas as pessoas dos seus direitos.
Ministérios não comentam
Os ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior não comentam, nem disponibilizam informação sobre o caso dos exames de Química. "O senhor ministro diz que já deu todas as explicações sobre o assunto e que não comenta", declara Dulce Anahory, assessora do ministro Mariano Gago depois de o PÚBLICO colocar algumas questões sobre as situações conhecidas esta semana. Também o assessor de imprensa da Educação, Rui Nunes, diz que "não há nada a adiantar": "Os tribunais estão a funcionar."
Público.10.01.2007
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quarta-feira, janeiro 10, 2007
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Temas: EXAMES
Evasivas
TLEBS: as seis evasivas
Vasco Graça Moura
Luís Capucha, director-geral do Ministério da Educação, deu uma entrevista sobre a TLEBS [Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário] publicada no Público de 06.01.2007.
DN de 10.01.07
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quarta-feira, janeiro 10, 2007
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Temas: TLEBS
domingo, 7 de janeiro de 2007
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
Abrantes é na Finlândia?
O Projecto «Mocho XXI» teve início em 2005 com um programa-piloto na escola de São Facundo que, a pouco e pouco, se tem estendido a outros estabelecimentos do Concelho, estimando-se que, em 2008, a média seja de um computador por cada dois alunos do primeiro ciclo.
Em comunicado, a autarquia explica que vão ser investidos cerca de 500 mil euros em 303 portáteis, 27 computadores fixos, 27 impressoras e vário material informático de apoio.
Diário Digital / Lusa
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sexta-feira, janeiro 05, 2007
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quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
Pimba
Público.4 jan.2007
A propósito do livro Desastre no Ensino da Matemática: Recuperar o Tempo Perdido, organizado por Nuno Crato, Edições Gradiva, 2006
Os Encontros de Caparide foram uma louvável iniciativa do Ministério da Educação, que pretendia ouvir as sociedades científicas sobre o ensino de algumas disciplinas fundamentais (Português, Matemática, Filosofia) cujas deficiências a nível de currículos são gritantes. Foram tempos áureos, em que um ministro da Educação, David Justino, se preocupava com questões relacionadas com o ensino e não apenas com questões laborais e meramente organizacionais. O cerne da excelência do ensino é a solidez científica dos currículos e a formação científica dos professores, mas as discussões públicas nacionais sobre educação nunca abordam estes aspectos centrais. Até parece que tudo o resto é que é a finalidade do ensino, quando na verdade são apenas meios.
Dos Encontros de Caparide resultaram dois livros. O primeiro, dedicado à Filosofia (Para a Renovação do Ensino da Filosofia, Plátano), foi publicado no início deste ano. E este volume, dedicado à Matemática, surgiu agora. No primeiro caso, trata-se de discutir uma proposta concreta que visa melhorar a qualidade científica e didáctica dos programas de Filosofia do ensino secundário. No segundo, trata-se de discutir questões pedagógicas gerais que afectam não apenas a disciplina de Matemática, mas todas as outras.
As desastrosas doutrinas pedagógicas que imperam em Portugal, algo pós-modernaças e "construtivistas", são elitistas - apesar de fingirem o contrário - e têm por denominador comum um ódio visceral às Ciências, à Matemática, à História, à Gramática, à Literatura, à Filosofia; enfim, a tudo o que se pareça com verdadeiros conteúdos escolares. Em vez de conteúdos, fala-se de competências - como se pudesse haver competências sem conteúdos. E em vez de se distinguir cuidadosamente o que são verdadeiros conteúdos escolares do resto, procura-se transformar a escola numa espécie de entretenimento com ademanes de educação para a cidadania - tudo, menos ensinar seriamente Matemática ou Geografia ou Filosofia ou História ou Música. A origem destas ideias remonta a Rousseau e à fantasia do bom selvagem, e o que se visa é acabar com as Ciências, as Artes e as Letras, pois tudo isso corrompe a criança, que é presumivelmente mais feliz a ver televisão e a jogar à bola. Claro que tudo isto é fantasioso porque para andar a entreter os meninos com conversa fiada não é preciso escola: as crianças divertem-se muito mais fora da escola, e no mundo de hoje não têm sequer tempo para se aborrecer.
Fantasioso é também querer certificar manuais escolares quando os programas das disciplinas, que foram certamente certificados pelo próprio ministério, são o locus classicus do erro científico e do disparate pedagógico. Em muitos casos, para que um manual seja cientificamente bom e pedagogicamente adequado, é obrigado a não respeitar o programa. Isto porque os programas se degradaram de tal maneira ao longo dos anos que, hoje em dia, ao ler um programa curricular de Filosofia ou Português ou outra disciplina, uma pessoa pergunta-se onde está a Filosofia ou o Português. Os pedagogos ministeriais impuseram ao país a original perspectiva de que se pode ensinar Português sem Português, Filosofia sem Filosofia e Matemática sem Matemática. Ao mesmo tempo que os estudantes são massacrados com inúmeras disciplinas vácuas sem qualquer centralidade escolar, não têm uma educação básica em Música, nem em Literatura ou Filosofia ou Geografia. Se um estudante de 15 anos quer saber alguma coisa sobre estas coisas, tem de o fazer fora da escola. Mas se quiser brincar aos índios, pode fazê-lo nas chamadas "actividades educativas", em substituição das aulas de Matemática. É esta a educação pimba que temos.
Mas não é esta a educação que a sociedade, no seu todo, quer. Os pais, com maior ou menor formação escolar, queixam-se de que a escola não ensina. Os miúdos cantam, com razão, que "na escola nada se cria, nada se transforma, tudo se perde". Os professores andam há anos a denunciar este estado de coisas. Mas os pedagogos ministeriais vão passando de governo para governo, conseguindo ora mudar a Gramática toda, prejudicando gravemente a possibilidade da excelência do ensino do Português (se antes poucos professores sabiam e ensinavam Gramática, agora ainda menos - ou será que a ideia é mesmo essa?), ora suspender documentos que introduzem conteúdos científicos sérios num programa que carece deles (como foi o caso da badalada suspensão das Orientações de Leccionação do Programa de Filosofia). A ideia de trabalhar pelo bem do país, pela excelência do ensino, em defesa do interesse público, é alheia a estes originais pedagogos.
Numa cultura como a portuguesa, na qual nunca se valorizou realmente o conhecimento - afinal, no tempo da outra senhora, o conhecimento era um ornamento social para exibir em conversas amenas enquanto se tomava chá -, compete à escola entusiasmar os jovens e a sociedade, dando-lhes uma percepção clara do valor intrínseco do conhecimento. Mas quando é o próprio ministério da educação que não acredita no valor intrínseco do conhecimento, dificultando cada vez mais o estudo aos muitos professores sérios que temos por esse país fora, afogando-os em trabalho burocrático e em horas contabilizadas nas escolas só para marcar ponto, que se pode esperar do nosso futuro? Como poderemos recuperar o tempo perdido, tanto no que respeita ao ensino da Matemática como no que respeita às outras disciplinas? Seja qual for a estratégia, o primeiro axioma tem de ser este: o conhecimento tem valor intrínseco, em si e por si, e é do maior interesse público protegê-lo e transmiti-lo, e ensinar a produzi-lo - e só a escola pode fazer isso, ainda que infelizmente o tenha de fazer contra o Ministério pimba da Educação.
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quinta-feira, janeiro 04, 2007
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Temas: OPINIÕES
Exames 2007
Indicações para Exames
Continuam a não fornecer informações sobre grupos e seus pesos relativos na prova de Português de 12º.
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quinta-feira, janeiro 04, 2007
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Temas: EXAMES
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
Follow Through
Novo ano, velhas práticas aparentemente mais proveitosas... Post e comentários no blogue do Paulo Guinote a não perder.
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terça-feira, janeiro 02, 2007
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Temas: Métodos
domingo, 31 de dezembro de 2006
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Estratégias...
O exame intermédio de Matemática de 12º ano foi MUITO mais fácil que o mesmo do ano lectivo anterior. (Enorme e satisfeita estranheza entre os alunos que resolveram nas aulas o do ano anterior e se depararam com este...) Se o exame final for deste tipo...
Já estou a ver as parangonas nos jornais com o discurso rejubilante da nossa ministra:
Plano nacional da Matemática, implementado por este Executivo, mostra os primeiros resultados!
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quinta-feira, dezembro 14, 2006
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Temas: Política?
domingo, 10 de dezembro de 2006
Avaliação
Gosto muito de «ler» a teia das reflexões da Teresa...
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domingo, dezembro 10, 2006
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Finalmente!
Fiz estes dois últimos testes com a estrutura de exame.
- Grupo I - Perguntas de interpretação de um texto;
- Grupo II - Perguntas de escolha múltipla e correspondências;
- Grupo III - Texto expositivo/argumentativo.
Cerca de onze horas para ver o primeiro grupo; à volta de três para ver o segundo; mais de 6 horas para ver o terceiro. (Tenho de arranjar maneira de ser tudo cruzinhas...)
e exemplo de um que me vai sair rapidamente das mãos:
Depois de passar 20 horas à volta de 40 testes + 1 a coligir toda a informação, acabei a avaliação de 2 turmas.
Custou, muito, mas já está. Estou feliz! (ainda por cima há poucas negativas!)
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domingo, dezembro 10, 2006
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Temas: TEMPO
sábado, 9 de dezembro de 2006
sexta-feira, 8 de dezembro de 2006
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
GramáTICa
Análise Sintáctica
por Filomena Viegas - quarta-feira, 29 Novembro 2006, 01:02
Q:Na frase "Dormi miseravelmente esta noite.", qual a função sintáctica, à luz da nova terminologia, atribuída a "esta noite"?
Carla Pereira Profesora Braga
R:Na frase que apresenta ocorre o verbo intransitivo “dormir”, cuja grelha temática não apresenta argumento interno na predicação. Em “Dormi miseravelmente esta noite.”, o constituinte sublinhado tem a função de modificador do grupo verbal. Esta função sintáctica é desempenhada por constituintes não seleccionados pelo núcleo do grupo sintáctico que modificam. Podemos considerar “esta noite” como modificador preposicional, substituível por “durante esta noite”. Passa-se o mesmo em relação a frases do tipo “Domingo dormirei bem.”, onde “domingo” é igualmente substituível por “no domingo”.
Re: Análise Sintáctica
por Virgílio Dias - segunda-feira, 4 Dezembro 2006, 08:40
Concordo inteiramente com a análise da Filomena. À luz da TLEBS - e é essa que, agora, nos ilumina - perfeita!
Mas...será que esta noite modifica, realmente, o predicado dormi miseravelmente, ou, antes, lhe acrescenta informação?
Devo confessar que seria para mim muito mais correcta uma descrição que respeitasse a verdade da frase e classificasse esta noite como complemento à informação dada pelo predicado: um complemento não argumental que se chamasse circunstancial, ou suplemento...mas que não fosse, apenas, modificador. Neste caso, modificador fica aquem da necessidade descritiva. Ninguém me convence de que esta noite, nesta frase, modifica seja o que for.
Continuo a pensar que não podemos abdicar do recurso aos complementos circunstanciais. Que inconveniente é que terão visto no seu uso? Teremos que os distinguir dos complementos preposicionados, teremos de diferenciar complementos argumentais de circunstanciais...façamo-lo. Mas é um erro querer eliminar esta ferramenta da descrição gramatical.
Re: Análise Sintáctica
por Assunção Caldeira Cabral - quarta-feira, 29 Novembro 2006, 12:17
Bom dia, Virgílio, deixe-me meter a minha colherada: a análise da Filomena, «perfeita», não nos pode levar a concluir que "miseravelmente" tem um estatuto diferente de "esta noite". O que ela diz, e estou perfeitamente de acordo, é que o v. DORMIR, núcleo do predicado, não selecciona qualquer complemento e que, portanto, quer "miseravelmente", quer "esta noite" são modificadores do grupo verbal o qual, na frase em apreço, é constituído apenas pelo seu núcleo ("dormi"). Ambas as expressões têm o mesmo estatuto.Do ponto de vista da «sintaxe tlébica», o critério a aplicar em primeiro lugar é o da estrutura argumental do verbo porque é aí que se gera a gramaticalidade/agramaticalidade da frase. Os restantes constituintes são opcionais. Quando realizados sintacticamente alteram, naturalmente, o valor semântico da estrutura frásica, o qual pode/deve ser estudado à luz da semântica frásica (subdomínio B6). Daí o considerar-se que a função sintáctica desempenhada por qualquer dos constituintes não seleccionados pelo núcleo do grupo sintáctico é a de modificador. No documento TLEBS, na entrada MODIFICADOR, há uma chamada de atenção que esclarece as diferenças terminológicas: «Na tradição gramatical, os modificadores também se denominam adjuntos ou circunstantes.»Esta é a minha maneira de ver as coisas. Foi bom ter insistido na ideia dos complementos circunstanciais. Um abraço. Assunção
Re: Análise Sintáctica
por Virgílio Dias - quinta-feira, 30 Novembro 2006, 09:43
Dormi miseravelmente esta noite
O predicado desta frase é dormi miseravelmente.
O verbo dormir poderá, eventualmente, ter usos de valor absoluto. Tentemos, no entanto, construir frases em que coloquemos aquele verbo como predicado, e veremos que, habitualmente, se trata de um verbo de dois lugares:
João dorme muito, pouco, bem, mal, na casa dos pais - ou: dorme tranquilo, agitado...
O constituinte esta noite, nesta frase, é, estrutural e funcionalmente, diferente do advérbio adjunto miseravelmente que, sintacticamente, é um modificador.
Há uma estratégia, a que recorro, em casos de dúvida: verificar se um constituinte é coordenável com um outro de que eu conheça claramente a função. Se o for, ele desempenham a função conhecida. Se o não for, estamos perante uma função diferente.
Nesta frase, miseravelmente e esta noite não são coordenáveis. Logo miseravelmente é um modificador; esta noite é outra coisa.
Mas, se formos tão TLEBISTAS que nos sintamos forçados a uma interpretação dentro dos seus cânones, há uma possibilidade de não ofendermos gravemente a gramática: classificaríamos esta noite como modificador de frase - e, como tal, já não integraria o predicado - como me parece desde a primeira leitura.
Re: Análise Sintáctica
por Assunção Caldeira Cabral - quinta-feira, 30 Novembro 2006, 15:29
por Virgílio Dias - segunda-feira, 4 Dezembro 2006, 08:40
Não imagina a Assunção a graça que eu encontrei no seu conselho: estude! É que muitos amigos, desde pequeno, têm tentado limitar o meu gosto pelo estudo. O meu Prefeito, nos Jesuítas (com quem, durante 9 anos, aprendi gramática e latim), não permitia que eu faltasse aos recreios para estudar; o meu médico limita-me, agora, a 2 horas o estudo diário; também a minha mulher vai tentando desviar-me daquilo que eu mais gosto: estudar.
Por isso, achei imensa graça ao seu conselho: estude! Até que enfim, alguém reconhece a minha necessidade de estudar mais, e mais...porque cada vez tenho a certeza de saber menos. Fico-lhe agradecido.
Fui revisitar todos os pontos que a Assunção me indicou. Nenhum me desviou da minha interpretação: esta noite e miseravelmente são dois constituintes tão diferentes que não lhes pode ser atribuída a mesma classificação sintáctica.
Mas não me limitei a cumprir o seu conselho. Fui ainda reler Los complementos adverbiales temporales. La subordinación temporal do Prof.Luis Garcia Fernandez (Univ.Castilla-La-Mancha) na Gramática Descriptiva de la Lengua Española, pág. 3129 a 3202. E não deixei de voltar a estudar o que nos diz o Prof. Leonardo Gómez Torrego na sua Gramática Didáctica. E sabe o que lhe digo? Fiquei ainda mais convencido do que tenho afirmado: miseravelmente pertence ao predicado; esta noite é outra coisa. Mas não se admire! Já o Prof.Malaca Casteleiro, que foi meu orientador de Mestrado, dizia que eu, nas questões de análise gramatical, sou demasiado teimoso - mas ia acabando por me dar razão. Espero que o mesmo venha a acontecer agora.
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quarta-feira, dezembro 06, 2006
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Temas: TLEBS
Forum GramáTICa
por Eva Pires - sábado, 18 Novembro 2006, 23:57
Olá...
Queria aproveitar este espaço para colocar a seguinte questão: a que classe de palavras pertencem as palavras destacadas a seguir?
Ele foi o segundo aluno a chegar. Tu foste o primeiro.
Obrigada
Eva
Cara colega
as palavras destacadas na sua questão pertencem à classe dos adjectivos, e à subclasse dos adjectivos numerais. Assim: um, dois, três... são quantificadores numerais, 1º, 2º ... são adjectivos.
Espero ter ajudado
Glória
Re: adjectivos?
por Eva
Olá novamente...
A minha dúvida era em relação à palavra primeiro, por não surgir acompanhada por nenhum nome...
Obrigada pela rápida resposta
Re: adjectivos?
por Filomena
Boa noite Eva,
Venho dar-lhe a minha opinião. Se em vez de Tu foste o primeiro a nossa 2.ª frase fosse Tu foste o último, diríamos que se tratava de nominalização do adjectivo último. Julgo que também neste caso do adjectivo numeral podemos considerar que houve elipse nominal de aluno, apresentando primeiro um comportamento nominal.
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quarta-feira, dezembro 06, 2006
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Temas: TLEBS
sábado, 2 de dezembro de 2006
Tlebs ...
http://ciberduvidas.sapo.pt/controversias/311006.html
- Porquê dizer que nas frases 'O rapaz foi a Lisboa', 'O rapaz está em Lisboa' e 'O rapaz estuda em Lisboa' temos respectivamente um complemento preposicional, um predicativo do sujeito e um modificador preposicional?
Isto simplifica?
Não era mais simples dizer que nos três casos tínhamos UM complemento circunstancial de lugar?
- 'O primeiro homem foi Adão'. Se 'primeiro' é (agora) um adjectivo e se está colocado à esquerda do nome então é (de acordo com a semântica frásica) não restritivo. Não é restritivo? Claro que é! Porquê colocar os numerais ordinais como adjectivos?
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sábado, dezembro 02, 2006
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Temas: TLEBS



